Destino
Despi-me, ante
teu meigo olhar ténue,
Depois, numa sublime e doce ternura
Embarquei, no que foi um barco sem leme.
Ancorado no cais da nossa ventura.
Numa troca de olhar, breve, fremente
Sob o nosso universo de loucura
Nasce um desejo cego, incandescente,
Numa entrega de plena luz e candura.
Sedentos aos sabores do destino,
Quantos abraços doces e felinos
Agigantavam loucos sonhos d'amor
Enleados sob este amor menino,
Ouvimos valsas e sons de violinos;
Infinitos momentos de torpor!
Cecília
Rodrigues _ 2007
In "Veleiro de
Saudades"
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net _ Fundo Art' Final Cecília
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